Sunday, May 06, 2018

Leituras de Abril




Abril foi um mês intenso. Numa breve passagem pelo sotão redescobri alguns livros que julgava perdidos. Abril foi o mês de reencontro com obras policiais e com a fantástica personagem criada por Conan Doyle, Sherlock Holmes. Mas mais uma vez, li livros de diferentes géneros. Sei que há pessoas que só leem livros com um determinado género, mas eu sempre gostei de ler coisas diversificadas. Basicamente, gosto de ler.




Comecei o mês de abril com uma leitura leve. “A Bela e a Adormecida” de Neil Gaiman surpreendeu-me. Sempre tive algum receio de adaptações de histórias infantis tradicionais. Algumas ficam completamente distorcidas e retiram a “magia” que a sua leitura proporciona. Mas gostei desta adaptação e das reviravoltas. Nesta obra Gaiman apresenta-nos mulheres fortes, que sabem o que querem e que não precisam de ser salvas por homens. As ilustrações são excelentes, mas nada indicadas para um público infantil. É um livro para adultos e jovens adultos.






Mais um clássico cuja história conhecia mas nunca tinha tido a oportunidade de ler. É um clássico da literatura infanto juvenil, escrita em 1883.  Achei curioso que Stevenson tenha criado esta obra para um público jovem masculino, como se as raparigas não gostassem de histórias de piratas. Pois eu adorei a história! O cozinheiro assustador com a sua perna de pau, as aventuras no mar, as peripécias na ilha, os piratas e o tesouro! Foi uma excelente leitura!



  


Passando para algo completamente diferente, a história de Cyrano de Bergerac. Para muitos leitores, Romeu e Julieta é a história romântica por excelência, mas para mim, é a obra de Edmond Rostand. Um hábil e corajoso espadachim que acredita que não pode ser amado devido ao seu proeminente nariz. É um teatro com tudo o que desejamos. Tem comédia, drama, ação e muita poesia. É uma belíssima história de amor! Eu encontrei esta versão de 2013, na biblioteca. Foi editada pelo Teatro D. Maria II. Depois de a ter lido, fui à procura do filme onde Cyrano é interpretado por Gerard Depardieu. Também o consegui encontrar na biblioteca (yupi)! 





Resolvi dar uma oportunidade a esta coleção: “Os livros estão loucos” onde clássicos de literatura são contados “tipo aos jovens”. Este “tipo” quase que me fez desistir, mas ainda bem que não o fiz. A escrita de Conan Doyle não é muito complexa, mas o contexto histórico pode levantar algumas dúvidas e achei interessante as pequenas notas que apareciam a explicar algumas especificidades da altura. Parece-me uma boa abordagem às aventuras do famoso detetive.



Depois de ler uma versão juvenil, deu-me vontade de reler as histórias de Sherlock Holmes e fui buscar a primeira: “Um estudo em Escarlate”, numa velhinha publicação de livros de bolso da Europa-América. Não me senti defraudada. Agora com uma visão adulta e comparando com a série premiada da BBC foi com imenso prazer que reli este livro. É a primeira aventura de Sherlock, quando ele conhece Watson e como se tornaram companheiros na resolução de crimes. 


,

Estava na altura de conhecer as histórias que inspiraram Conan Doyle na criação de Sherlock Holmes, por isso, quando encontrei esta versão na nova coleção de livros de bolso 11x17; não hesitei. Fiquei a gostar bastante desta coleção pois apesar de serem livros de bolso o tamanho da letra é grande , legível e os preços bem mais simpáticos. Sobre o livro, retirei do site da Wook:

Os Crimes da Rua Morgue é considerado por muitos como a primeira obra policial de sempre. 
Mãe e filha são encontradas mortas num edifício situado na rua Morgue, uma artéria ficcional parisiense. As vítimas foram brutalmente assassinadas e a sala onde foram descobertos os cadáveres encontra-se trancada por dentro. Para adensar o mistério, os vizinhos alegam ter ouvido o assassino a falar numa língua estranha que ninguém consegue identificar. Quando um homem é acusado do crime, C. Auguste Dupin, um indivíduo solitário e de aguçada inteligência, oferece-se para ajudar a polícia de Paris a resolver este caso aparentemente sem solução e impedir que um homem inocente seja preso por um crime que Dupin acredita que ele não cometeu. Um pêlo encontrado junto dos corpos leva-o a crer que o assassino poderá não ser humano…


Post a Comment